A entrevista de Emprego – Parte I

Hoje vou iniciar uma nova rubrica, onde vou falar das entrevista de emprego a que vou. A cada entrevista que vá, colocarei aqui algumas das conversas que considero no mínimo cómicas.

Penso que seja uma maneira de vos mostrar como está o mercado hoje em dia. Muitos de vós vão achar que mais parece uma sessão de comédia do que propriamente entrevistas, mas ao menos ficam com a noção do esperado, pelas empresas, e o que vos espera.

Hoje fui a entrevista a uma empresa de Recursos Humanos, também conhecida como empresa de recrutamento, chamada XPTO (Obviamente o nome é ocultado, não se sabe quem poderá ler isto ). A posição a que concorri pedia um Web Developer de PHP com mais do que 2 anos de experiência.

A entrevista começava às 11:30, mas achei por bem que marcava alguns pontos chegando um pouco antes (i.e 11:15), sabia eu lá o que me esperava…

Quando chego lá e digo na portaria que vou para uma entrevista, pedem-me para aguardar que já me chamam. Passados 15 minutos a senhora da portaria vira-se e diz-me:

“É melhor sentar-se que costuma demorar um bocadinho”

Lá me sentei eu e aguardei que me chamassem… Por volta das 11:40 a senhora manda um berro a dizer que já posso entrar. Nada como um bom berro para uma pessoa ficar logo muito bem impressionada com aquilo que lhe espera daí para a frente.

Entro numa sala de reuniões e é aí que a diversão começa. Como sempre pediram-me para falar um pouco sobre a minha experiência profissional, o que achasse relevante.

Após alguns minutos a senhora que me estava a entrevista interrompe-me e começa-me a falar numa proposta que tinham, então o pedido nessa proposta era:

  • Programador de php com experiência;
  • Programador de phc; e
  • Conhecimentos de gestão e de economia.

Em que o ordenado bruto proposto seria de 900 € brutos + 5 € de subsidio de refeição diários e contractos mensais.

Aí resolve perguntar-me o que acho desta proposta.

Obviamente que tive de me controlar para não me desmanchar a rir na cara da senhora, mas achei por bem não o fazer dizendo apenas que esperava um vencimento de 1000~1100€ limpos e um contracto de 6 meses à experiência e após este a possibilidade de assinar um contracto sem termo com a empresa em causa.

Ela olha para mim com um ar como se estivesse a pedir algo ireal e responde:

“Então está-me a dizer que a proposta não lhe agrada ? Já agora, os 1000~1100 € eram brutos, ou limpos ?”

Não sabendo muito bem o que lhe responder, limitei-me a sorrir-lhe e dizer:

“Esperava algo um pouco diferente, como deve calcular… E sim, os 1000~1100 € eram valores limpos”

Dito isto, a senhora puxa de outra proposta com os mesmo valores e as mesmas perspectivas contractuais mas desta vez era uma empresa no centro de Lisboa mas com os seguintes requisitos:

  • Programador PHP;
  • Administrador de sistemas Linux/Unix;
  • Noções de configuração/implementação de VPN’s;
  • Noções de configuração/implementação de VoIP; e
  • Noções de configuração/implementação de servidores de e-mail;

Como devem calcular o meu interesse manteve-se, dado o valor salarial ireal e as perspectivas contractuais que considero no mínimo irrisórias.

Após alguns minutos mais, a entrevista acabou. Terminando com a seguinte informação dada:

“Se até ao final da próxima semana não lhe dissermos nada, então é para saber que não há propostas para o seu perfil e para as suas exigências…”

Saí de lá eram 12:00, por isso podem ver a extensão da tempo de vida perdida que felizmente não foi muito grande.

Estou ansioso por ter a próxima entrevista, ou devo dizer, perder mais alguns minutos de vida…

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